quarta-feira, 2 de julho de 2008
Transcrição 7
Escrevendo um agradecimento a José Arrabal para postar no blog.
M: Enriqueceu-nos. Não, Enriqueceu-nos.
K: Aqui, ó, ela colocou nos enriqueceu.
M: É, é nos enriqueceu.
K: Só que.
M: Oh, nos aqui. (e mostra na tela)
K e M sorriem.
K: Mas vai ficar errado, entendeu? É que...
M: (inaudível)
M: É, é, vamos ler o que está escrito.
K: Não, não, não, não.
M: Apago.
K: Não apaga não. Não precisa. Sua presença enriqueceu-nos.
M: Nos enriqueceu.
K: Sua presença nos enriqueceu.
M fica em dúvida e olha para mim como se esperasse uma resposta minha confirmando suas convicções.
Cláudia: O que você acha disso, K?
K: Ah, acho que deveria ser enriqueceu-nos.
M: Tanto faz.
K e M riem.
K: Então, sua presença nos enriqueceu.
Cláudia: E aí, vamos pensar, blog é uma linguagem mais acadêmica ou é uma linguagem coloquial?
K: Coloquial.
M: Coloquial.
Cláudia: Coloquial, K, você que é a entendida, que você acha?
K: É coloquial, então vamos colocar nos enriqueceu.
Cláudia: Podemos deixar, você que é a especialista em Letras?
K: Ah, não sei.
Cláudia: Que você acha, M?
M: Ah, eu queria colocar nos enriqueceu.
C: Nos enriqueceu?
Y se aproxima.
Cláudia: Y, temos um problema aqui pra resolver.
Y: O que?
Cláudia: O M escreveu ‘Sua presença nos enriqueceu’, e a K, que é a estudante de Letras, acha que deveria ser ‘Sua presença enriqueceu-nos’, que é uma linguagem mais... poética. E o grupo que vai decidir.
Y: Enriqueceu-nos.
Y vai buscar o CM.
Cláudia: Enriqueceu-nos ou nos enriqueceu? Vocês que vão decidir.
Cláudia: M, explica o problema pra ele.
M: Eu acho que é ‘nos enriqueceu’, e a K acha que é ‘enriqueceu-nos’.
Cláudia: É assim, o correto é enriqueceu-nos. Assim, o formal.
M: É.
Cláudia: Mas no blog, eu tô dizendo, blog é uma linguagem informal, de todos os dias, não é uma coisa assim acadêmica.
K e M concordam, mostrando positivamente com a cabeça.
Cláudia: Então nós precisamos decidir, os dois estão certos, um é mais informal, e o outro é mais formal. Precisamos decidir.
M: (confiante) Então põe enriqueceu-nos, mesmo.K não parece ter certeza.
Cláudia: Enriqueceu-nos? CM, o que você acha?
CM: (inaudível)
M: Tanto faz.Põe aí enriqueceu-nos.
Cláudia: Peraí, nós precisamos fazer uma votação. Quem quer nos enriqueceu?
M levanta e abaixa a mão. Y levanta a mão. A levanta a mão, e depois parece mudar de idéia.
A: Ah, não.
Cláudia: Decida.
A: Nos enriqueceu-nos.
Cláudia: Nos enriqueceu-nos não dá.
K: Não dá.
Todos riem.Y continua de mão levantada.
Cláudia: (para Y) E você quer qual?
Y.: Da K.
Cláudia: Da K.
M: Qualquer um.
Cláudia: (para CM) Não, qualquer um não tem, essa opção não tem.
M: Ele é calado.
K: Não.
Cláudia: O da K ou do M?
M está impaciente.
M: Vai o da K mesmo.
K: Se você fosse ler, qual você gostaria? Se vocês fossem ler? E aí, como é que fica mais?
Cláudia: Podemos deixar um, e se depois a gente achar que não tá bom, a gente muda.
M: A gente põe esse que tá aqui mesmo.
Cláudia: A gente pode mudar tudo, não pode? A gente não vive mudando?
M: Pode.
K concorda com a cabeça.
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